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O Ciclo de Vida dos Negócios


O CICLO DE VIDA DOS NEGóCIOS

DEFINI??O DE NEGóCIO

Para falar deste tema, é preciso ter em mente o que significa a palavra NEGóCIO dentro de um campo de vis?o que envolva o mercado e o empreendedor. Assim, devemos procurar envolver os elementos que d?o concretude ao significado real do termo.cabea_artigo

Juntando o Mercado e o Empreendedor, temos duas partes diretamente envolvidas e unidas para a constru??o deste objeto de desejo antigo de muitos em todos os lugares do planeta: “O desejo de ter o próprio negócio”.

Mas como come?ou essa história de ter um negócio? Na verdade, é difícil dizer quando come?ou. Eu digo que isso come?a a todo dia que nasce! Nascendo com ele vários novos e futuros empreendedores. Eu digo sempre que essa história come?a na própria natureza humana. Come?a no DNA humano, o espírito empreendedor que significa “poder de fazer”.

O mercado por sua vez é o ambiente ideal para a manifesta??o dessa jun??o – empreendedor + mercado – que faz com que muitos negócios sejam originados. Ent?o, como definimos o mercado neste contexto? O mercado tem a ver com as necessidades infinitas versus os recursos escassos da natureza. Tem base num princípio econ?mico: a lei da oferta e da procura. Costumo fazer um adendo e digo que a inova??o se encaixa perfeitamente na essência do que é o mercado.

Assim, chegamos ao que chamamos de negócio. Tendo definido antes os seus elementos – empreendedor e mercado, podemos construir um significado abrangente e ao mesmo tempo objetivo. Podemos dizer que negócio é o objeto ou o resultado proveniente da jun??o da vontade de realiza??o (empreendedora) e inova??o do ser humano sobre o ambiente em que as necessidades e os recursos da sociedade se encontram em constante intera??o.

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Como os negócios surgem?

Nos dias de hoje, estamos vivendo a reden??o econ?mica do país. Vivemos em um momento em que se estabilizou a economia, fazendo surgir classes sociais mais fortes e com potencial para alcan?ar novos horizontes. é verdade que o meio n?o impede a natureza humana de se manifestar, mas contribui para reduzir ou aumentar esta possibilidade. Com isso, veio à tona aquela quest?o do DNA empreendedor e inovador, lembra? Pois, ent?o, estamos seguindo rumo ao auge do afloramento destas características na nossa natureza humana. Todos est?o imbuídos desse espírito que se agu?a cada vez mais. Chego a apostar que 10 entre 10 brasileiros est?o pensando em abrir o seu próprio negócio, mas claro que um número bem menor é que chegará a tentar.

Vejo pessoas chegando ao Sebrae, em Recife, todos os dias buscando e trazendo ideias. Compartilham suas angústias pessoais e em alguns momentos sinto que no meio a for?a de empreender existe também a fragilidade nas dúvidas e nos anseios decorrentes também da condi??o humana.

N?o bastasse a natureza humana, a sociedade repete continuamente por meio de redes de informa??o a imagem de uma economia superaquecida e que se destaca cada vez mais no cenário mundial. Daí, o ser humano sai em sua busca desenfreada pelo “querer fazer e n?o se sabe o que”. N?o importa, pois ele vai descobrir algo.

Esse comportamento, às vezes, parece insano, mas na verdade é que temos um momento de pico para o empreendedorismo nacional. Estamos com fatores de sobra para aumentar a confian?a, o otimismo e a autoestima.

S?o tantas histórias que aportam os postos de orienta??o do SEBRAE, baseadas sempre no mesmo ideal de “querer fazer”. De aposentado a dona-de-casa e mesmo os t?o jovens que ainda nem concluíram uma forma??o profissional desejam empreender.

Como consequência disso, fatores como m?o de obra qualificada e pontos comerciais se tornaram ainda mais escassos ao ponto de fazer com que muitos empreendedores de momento deixassem de ir adiante, ora interrompendo ou adiando o sonho do próprio negócio.

Outro fator, que traz constante frustra??o aos empreendedores por natureza, é que muitos descobrem tardiamente que ao desenvolver as a??es somente na cabe?a e n?o no papel pode acarretar em sérios prejuízos financeiros ou, na melhor das hipóteses, a perda de um tempo precioso. O que é preciso saber sobre empreender, é que existem técnicas para se desenvolver um negócio.? Dificilmente, a situa??o vinga sob a ótica do empirismo. Assim, planejar é preciso sempre!

O primeiro ciclo dos negócios – O CICLO DA ANSIEDADE

O primeiro ciclo é de fato o surgimento da ideia. é aquela que leva ao come?o do negócio. Afinal, com o empreendedor em seu momento decisivo, as a??es que se seguem tendem a caracterizar o ciclo de inicializa??o.

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Como já havia comentado, alguns empreendedores come?am por um caminho mais arriscado e difícil sem planejamento ou, especificamente, sem a elabora??o de um plano de negócios. Este caminho é repleto de incertezas.

O plano de negócios é o documento que contém as informa??es necessárias para que o empreendedor avalie que tipo de negócio vai fazer e como este se comportará no decorrer dos ciclos seguintes.

Isso é de fato uma garantia de que o que será feito está precedido de estudos que levar?o ao momento da realiza??o. O plano de negócios visa reduzir as incertezas, analisar as possibilidades, identificar peculiaridades n?o visíveis facilmente, comparar dados, compreender a opera??o, estimar os resultados, entre outras vantagens. Se fossemos dividir em etapas, esta seria a do mapeamento.

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“O plano de negócios é o documento que contém as informa??es necessárias para que o empreendedor avalie que tipo de negócio vai fazer e como este se comportará no decorrer dos ciclos seguintes.”

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A etapa seguinte corresponde ao início da execu??o, n?o significando ainda a operacionaliza??o. Ou seja, é o momento em que se decide buscar os elementos que comp?e o negócio e que se encontram mapeados no plano de negócios. Ent?o, est?o coisas como: formalizar a empresa; encontrar e preparar o ponto ou o local ideal para os negócios; recrutar, selecionar, contratar e qualificar pessoas; adquirir mercadorias e matérias-primas; executar um plano de marketing e de comercializa??o.

A este início dos negócios chamamos de “start up”. Pode-se dizer que um start up vai desde a elabora??o do plano de negócios até a operacionaliza??o do negócio e, consequentemente, com o alcance do ponto de equilíbrio. A partir do equilíbrio dos custos fixos, a empresa pode-se considerar em ascens?o passando a um novo ciclo de negócios.

Este é um ciclo difícil para o empreendedor, pois é a fase do maior volume de desembolso financeiro sem a contrapartida das receitas. Daí, a grande importancia do plano de negócio e das estimativas e or?amentos que devem comp?-lo. Essa capacidade de identificar os gastos com investimentos, despesas e custos serve para tornar o negócio mais seguro, tornando a sua evolu??o escalável e mensurável.

A maioria dos empreendedores, principalmente os recém iniciados, n?o se prepara suficientemente. Este é o principal fator que faz com mais de 60% dos negócios fechem ainda no seu primeiro ano.

Saibam que n?o existe tipo ou porte específico para que o plano de negócio seja feito. Todos devem ser precedidos de estudo e planejamento detalhado.

O segundo ciclo dos negócios – O CICLO DA ORGANIZA??O

A ansiedade passou após a estabiliza??o do ciclo inicial? Sim, é muito provável que a essa altura o empreendedor tenha se acalmado. Afinal, come?ou a faturar e a equilibrar os desembolsos. Com o caixa estável, ele poderá pensar em novas quest?es sobre o negócio. Pelo menos, é o que se espera.

Muitos empreendedores demoram a cuidar do negócio. Eles v?o tocando em frente como fizeram ao iniciar tudo e, dependendo do mercado e da habilidade em vender, conseguem crescer. Alguns chegam a um tamanho estrondoso, com grande crescimento nas opera??es, no número de colaboradores e no faturamento. Como isso pode acontecer sem pensar em organiza??o?

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Bem, isso é consequência de uma série de fatores e muitas vezes n?o tem explica??o simples. Já vi empresas que ganharam for?a no mercado dependendo exclusivamente dos bons relacionamentos dos empreendedores.

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Esses fatores que conseguem distorcer essa imagem de que as empresas mal organizadas conseguiram crescer, v?o durar muito tempo ainda para serem compreendidos. O que importa discutir de fato é até quando tais empresas v?o poder sustentar esta fa?anha.

A situa??o de desequilíbrio em que se vive em um negócio sem estrutura definida e totalmente desorganizado é aterradora. Ou naqueles em que, digamos ainda, tornaram-se organizados por meios empíricos (tentativa e erro), a situa??o é igualmente preocupante.

Neste ciclo, a empresa deve passar a ser pensada como uma organiza??o estruturada dentro do que se deseja para o seu modelo de gest?o. Ora, afinal, o que significa “Modelo de Gest?o”? é muito simples! Modelo de Gest?o é como as empresas se organizam para realizar o negócio.

“Modelo de Gest?o é como as empresas se organizam para realizar o negócio.”

A maioria dos negócios n?o formaliza esse modelo, mas de alguma forma ele está lá constituído de pessoas, cargos, atribui??es, processos, rotinas. O que acontece ent?o neste ciclo em que tudo acontece t?o naturalmente? Sabemos que n?o é bem assim, pois se trata mais uma vez de um processo empírico e muitos defeitos est?o presentes nesta situa??o.

Em muitos casos, quando aproximamos as lentes para observar o dia a dia da empresa neste estado empírico de organiza??o, vemos grandes deficiências que causam perdas que poderiam ser convertidas em ganhos. Por exemplo, cito o caso da empresa que tinha muitas filiais e mantinha uma equipe administrativo-financeira em cada uma delas. O volume de atividades em algumas filiais n?o compensava a despesa fixa. Mas o que importava ao empreendedor era manter o controle. Decidindo empiricamente, colocou uma equipe em cada filial. Se tivesse estudado uma op??o menos onerosa, poderia ter descoberto que teria tal resultado caso fortalecesse a unidade matriz com um ou dois colaboradores e mais uma sistematiza??o de processos.

S?o tantas situa??es de desperdício que advém da falta de se dedicar a um modelo de gest?o e, consequentemente, ao fortalecimento e a formaliza??o dos processos organizacionais. Muitos empreendedores nem percebem, mas, em certas circunstancias e dependendo do porte do negócio em determinado momento, pode-se chegar a uma crise devido a esta quest?o.

Pode-se dizer que é “a hora da faxina” que exprime o momento deste ciclo na empresa. é hora de espanar a poeira, arrumar as prateleiras, mudar a disposi??o dos móveis, pintar a fachada, pode-se dizer. Falando assim, parece simples. Mas falta vis?o para enxergar este momento na maior parte dos casos.

O terceiro ciclo de negócios – O AMADURECIMENTO

é o ciclo que dá rumo aos negócios. Diz-se que á fase mais inteligente da organiza??o. Por quê? Simples, nesta fase o empreendedor passa a constatar que precisa conhecer os números do seu negócio. Neste momento ele almeja saber se o seu negócio está de fato dando resultado e se algo pode ser feito para melhorá-lo.

Muitos se perguntam se este ciclo n?o deveria ser concomitante com o segundo, imediatamente após o primeiro. Digo que se fosse possível a uma organiza??o lidar com tudo ao mesmo tempo, sim. Mas o que se vê é justamente que n?o tem sido possível. Prefiro a cautela da experiência como consultor para dizer que cada ciclo tem o seu lugar dentro da evolu??o do negócio. Posso dizer, pela minha experiência, que alguns desses ciclos poder?o nem acontecer na história do negócio caso fracasse antes.

Ent?o, este ciclo tem grande importancia por representar o momento em que a organiza??o passa a enxergar o horizonte, podendo decidir que caminho tomar a partir da análise das condi??es de sua própria situa??o. Neste caso, a situa??o da empresa também pode ser afetada por mecanismos alheios ao seu controle. é o caso dos fatores externos como a press?o dos concorrentes, situa??o da economia, quest?es políticas, entre tantas outras.

Mesmo assim, fica a máxima de que “n?o se pode controlar o que n?o se mede”. E, em fun??o disso, a empresa deve buscar aprimoramento na sua estrutura de conhecimento. Afinal, como poderá o empreendedor adotar uma postura de decisor sem usar de parametros lógicos e razoáveis para isto.

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“é o ciclo que dá rumo aos negócios. Diz-se que á fase mais inteligente da organiza??o.”

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Trabalhei em empresas que buscavam continuamente rastrear suas informa??es financeiras e contábeis e sempre demoravam muito para descobrir aquilo que deveria estar ao alcance dos olhos e das m?os. E apesar de terem estrutura informatizada, n?o conseguiam dar consistência aos seus dados. Na maioria dos casos, empresas informatizadas ou n?o estacionam as suas necessidades de informa??o nas planilhas de Excel, que se fosse um sistema integrado seria o “ERP” (Sistema Integrado de Gest?o Empresarial) mais utilizado do mundo.

A valoriza??o dada ao Gerenciamento de Resultados significa, na ordem do ciclo de vida dos negócios, o amadurecimento ou a fase adulta. Uma empresa n?o consegue crescer de forma relevante e consciente a partir do momento em que necessita de informa??es precisas para decidir o seu futuro. Sem isso, a maior parte delas estaciona ou perde for?a no mercado.

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“Na maioria dos casos, empresas informatizadas ou n?o estacionam as suas necessidades de informa??o nas planilhas de Excel, que se fosse um sistema integrado seria o “ERP” (Sistema Integrado de Gest?o Empresarial) mais utilizado do mundo.”

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Portanto, o empreendedor deve ter sensibilidade para abra?ar este momento em seus negócios sem promover uma correria histérica por números, comum naqueles que perdem o barco passando. Já vi de perto esta situa??o maluca de satisfazer líderes de empresas com dados fúteis sem nenhuma constru??o lógica e em desacordo com a estratégia do negócio. Este ciclo é para ser o mais rigoroso quanto aos processos de constru??o do modelo de gerenciamento dos resultados.

O quarto ciclo dos negócios – CRISE E RETOMADA

O quarto ciclo é um dueto entre os momentos de crise e as a??es de retomada e recupera??o dos negócios. Este n?o é um ciclo que se pode colocar em ordem sequencial em rela??o aos dois últimos, mas, por enquanto, vamos adotar a hipótese de que esses momentos acontecem nesta sequência para fins de constru??o deste artigo.imagem_10

Neste ciclo, vivenciamos os difíceis momentos pelos quais as empresas passam em sua existência. Causados por fatores externos e/ou internos, uma empresa nem sempre consegue fazer uma travessia tranquila neste oceano marcado quase sempre por instabilidades. O mar de almirante jamais será uma garantia muito longa.

Algumas empresas que seguiram os ritos dos ciclos anteriores com dedica??o podem conseguir desviar seus cursos para zonas estáveis ou menos suscetíveis ao foco da instabilidade, precavendo-se constantemente. A maior parte delas sofre pela ausência de dedica??o devida nos ciclos anteriores e, por isso, este momento conturbado vem ao seu encontro.

Navegando as escuras, sem uma bússola que sinalize as emergências em torno da gest?o, a empresa sentirá as consequências pesadas de ter negligenciado a busca pelo aprendizado nos ciclos anteriores.

Para prosseguirmos nesta conversa, é preciso saber quais s?o os sinais que representam crise para uma empresa. Fa?o este questionamento, pois alguns empreendedores n?o sabem exatamente quando já est?o em crise nos negócios. S?o vários os sinais de crise e nem mesmo precisam estar relacionados ao plano financeiro. Apesar de que o plano financeiro é sempre afetado em algum momento.

Uma empresa pode vir a sentir os sinais de crise em aspectos relacionados com o mercado de fornecedores ou de clientes, com a disponibilidade de m?o de obra, com os custos ou falta de disponibilidade dos servi?os de apoio logístico, com a falta de conhecimento em gest?o, com a falta de vis?o estratégica, a??o da concorrência, entre outros.

O que importa é que após iniciada a crise, quanto tempo o empreendedor levará para percebê-la e adotar medidas que promovam a retomada (Turnaround) do crescimento e do período de estabilidade. Quase sempre, a ajuda vem de fora com suporte de conhecimento promovido por consultorias especializadas nos mais variados temas relacionados com a crise.

O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico empresarial com foco nos elementos que podem ter contribuído para a crise. N?o vai adiantar a??es desajeitadas de cortes de despesas ou de custos sem saber qual o foco do incêndio. Na maioria das vezes o empreendedor acaba tentando apagar o incêndio atirando mais gasolina nele. Parece um absurdo, mas é como se fosse assim.

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“O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico empresarial com foco nos elementos que podem ter contribuído para a crise.”

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Imaginem que quem entra em crise é porque n?o soube perceber os sinais que a precedeu. Por isso, o despreparo para combatê-la sozinho é algo pertinente de se imaginar. Afinal, a maioria dos negócios depende de conhecimento externo e aprimoramento contínuo com este apoio consultivo.

Para promover a retomada do negócio é preciso adotar um regime de prontid?o. A situa??o emergencial é indicada para esses momentos. Após um diagnóstico sobre a crise, deve-se construir um plano de contingências para que a empresa possa continuar respirando. Muitas a??es podem ser adotadas de forma a conter os “vazamentos”.

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Muitas a??es podem ser adotadas de forma a conter os “vazamentos”.

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No plano de contingências pode ser estabelecida a revis?o de gastos, a capacita??o de m?o de obra, a política de comercializa??o e de marketing, a necessidade de expans?o ou redu??o nas opera??es, a contrata??o de empréstimos para o caixa e investimentos, a reorganiza??o do modelo de gest?o, etc.

Tudo que seja necessário para sair deste momento obscuro nos negócios deve estar relacionado e adotado com disciplina e organiza??o pelos envolvidos no processo de retomada. Afinal, é muito comum as empresas entrarem em crise sem nem perceberem e, por isso, a situa??o se torna ainda mais difícil uma vez que ter?o colocar em prática algo que nunca imaginaram em fazer. Pense a respeito. A falta de hábito é o fator mais importante nesta situa??o.

O ciclo de vida dos negócios

Bom, para concluir este artigo, volto a falar do ciclo de vida dos negócios (ou, deveríamos dizer ciclos?). Trato a quest?o de forma simples e clara, pois a empresa/negócio é um organismo vivo e dinamico que se interage com vários outros em seu ambiente. A empresa tem de fato uma “raz?o social” que vai além do nome.

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Assim, o empreendedor deve pensar e entender como este organismo se comporta. Cada qual tem a sua característica de comportamento ora específico ora padronizado, tais quais as pessoas em sociedade. Afinal, uma organiza??o é constituída de pessoas, n?o é mesmo?

Esse contexto é importante para fazer com que se possa trazer solu??es comparáveis ao do comportamento humano, onde temos mais exemplos para lidar com as situa??es do cotidiano. Tal qual uma empresa, uma pessoa comete erros de julgamento e avaliam mal as suas perspectivas. Algumas tomam decis?es acertadas e sobressaem. As escolhas s?o importantes a todo o momento.

Desde o início, o desenvolvimento dos negócios é baseado nas decis?es tomadas pelos seus empreendedores e, por isso, este deve estar em contínuo processo de aprendizado de forma a conduzi-lo em uma rota segura. Aos que negligenciam esta necessidade, viver?o períodos conturbados em algum momento e ter?o de se esfor?ar muito mais para buscar solu??es adequadas em um curto espa?o de tempo.

Portanto, sugiro que busquem novos conhecimentos a todo o momento. Existem amplas bases de dados e de servi?os que podem fornecer tais informa??es, sejam em cursos, institui??es especializadas, servi?os de consultoria, etc. N?o importa a fonte, desde que venha a contribuir para os negócios, será sempre bem vinda.

Boa sorte!

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Fabiano Santos

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Consultor em Gest?o e Negócios, credenciado pelo Sebrae-PE. Mestre em Engenharia de Produ??o pela UFF/RJ e Pós-Graduado em Controladoria pela UFPE.

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A cruzada do dinheiro barato

O governo promove uma ofensiva para derrubar as taxas de juros por meio da competi??o e estimular o crescimento da economia.

A cruzada do governo para reativar o crescimento econ?mico, neste ano, tem um inimigo certo: as altíssimas taxas de juros do crédito no Brasil. Na guerra declarada pela presidenta Dilma Rousseff, a primeira batalha foi vencida na noite de quinta-feira 12. Depois de um embate com o setor financeiro, que culminou com as duras declara??es do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manh? do mesmo dia, durante entrevista coletiva em Brasília, contra a resistência dos bancos privados em reduzir os spreads praticados, o HSBC foi o primeiro a seguir os estatais Banco do Brasil (BB), Caixa Econ?mica Federal (CEF) e Banrisul e anunciar cortes de taxas no cheque especial, financiamento de veículos, crédito pessoal e empréstimo consignado.

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(esq. para dir) Jorge Hereda, da CEF: "Bancos disputar?o mais os clientes";

Alexandre Tombini, do BC:
Reduzir spreads é prioridade de sua gest?o.;

Dilma Rousseff:
"Taxa de juros brasileira é insustentável e de difícil explica??o";

Ademir Bendine, do BB:
“Modelo de financiamento do crédito precisa ser revisto”;

Guido Mantega:
“Bancos querem jogar a conta nas costas do governo”;

A subsidiária do banco britanico reduziu as taxas mínimas nesses produtos a níveis próximos operados pelos bancos públicos. O primeiro lance da ofensiva contra os juros escorchantes, cuja envergadura e firmeza s?o inéditas na história recente do País, veio na quarta-feira 4, quando o BB anunciou o programa Bom Para Todos, reduzindo em até 45% as taxas nas linhas voltadas ao consumo, como crédito direto ao consumidor e rotativo do cart?o de cart?o de crédito. “Os bancos precisam se reinventar”, disse à DINHEIRO o vice-presidente de Atacado, Negócios Internacionais e Private Bank do BB, Paulo Rogério Caffarelli, refor?ando o discurso da trincheira governista. “Devem aprender a trabalhar com taxas e spreads menores e criar novos produtos.”

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Dias depois, foi a vez da Caixa anunciar movimento semelhante. Os juros de linhas de capital de giro para empresas, por exemplo, caíram para um ter?o do valor original. “Foi uma decis?o pensada, para aumentar a participa??o do banco no mercado”, disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda (veja entrevista ao final da reportagem). A expectativa do governo era de que os bancos privados seguissem espontaneamente o movimento estatal, temendo perder participa??o de mercado. Mas isso n?o ocorreu. Insatisfeita, a presidenta colocou representantes dos bancos frente a frente com o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa.
Numa reuni?o na ter?a-feira 10, no Ministério, na capital federal, técnicos dos dez maiores bancos do País, acompanhados dos presidentes da Federa??o Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, e da Associa??o Brasileira dos Bancos Comerciais (ABBC), Renato Oliva, apresentaram uma lista de 24 reivindica??es que permitiriam dar início a uma trajetória de queda mais significativa das taxas de juros. Os bancos pediram desde a redu??o de compulsórios e impostos sobre crédito, até aumento das garantias nos empréstimos (veja quadro "Lista de pedidos"). Portugal saiu da reuni?o afirmando que 70% do spread bancário, a diferen?a entre o custo da capta??o e a remunera??o dos empréstimos feitos pelos bancos, representam custos.
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Portugal, da Febraban: "Só 30% do spread corresponde a lucro".
“Os bancos têm interesse em reduzi-los”, afirmou Portugal, que arrematou com uma declara??o memorável: “Na verdade, apenas uma pequena parte, em torno de 30%, representa a margem de lucro.” Dito isso, o presidente da Febraban afirmou que a bola agora estava com o governo. O governo n?o gostou nem um pouco do que considerou uma provoca??o. Escalado pela presidenta, Mantega tratou de dar um recado contundente para o setor financeiro, na quinta-feira 12. “Os bancos querem jogar a conta nas costas do governo”, disse. Mas as institui??es privadas, lembrou ele, têm margem de lucro suficiente para cortar os juros. “Os bancos est?o retendo crédito. O Murilo Portugal, em vez de trazer solu??es anunciando aumento de crédito, veio aqui para fazer cobran?as.”
Irritado, Mantega lembrou que os bancos pagam no máximo 9,75% para captar recursos – exatamente o valor da taxa Selic. “Mas est?o emprestando a 30%, 50%, 80% ao ano, dependendo das linhas de crédito”, disse o ministro, refor?ando que o País tem um dos maiores spreads de crédito do mundo. Segundo dados do Banco Mundial, de uma lista de 150 países, o spread dos empréstimos no Brasil, de 31% em 2010, só é menor que o vigente no Congo e em Madagáscar. A compara??o é vergonhosa n?o apenas com países desenvolvidos (na Suí?a o spread é de 2,7%). Na Argentina, o spread bancário é de 1,4% e, no Chile, de 3%. A estratégia do governo para golpear definitivamente o modelo de juros siderais praticado durante décadas no País é colocar a concorrência bancária em novo patamar reduzindo as taxas cobradas pelos maiores bancos públicos do País.
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“Vamos colaborar nesse processo”, diz o presidente do Banco do Brasil, Ademir Bendine. “O modelo de financiamento de crédito do País precisa ser revisto.” O BB pretende ganhar participa??o de mercado, a exemplo do que fez na crise de 2008, quando supriu a lacuna deixada pelos bancos privados. Hoje 42,3% do total de crédito no País é concedido por institui??es públicas. A ideia é usar o limite de crédito adicional de R$ 16,3 bilh?es a pessoas físicas para evitar a saída de clientes que hoje recebem salário pelo BB e que a partir deste ano têm liberdade para escolher seu domicílio bancário. Dos 44 milh?es de trabalhadores brasileiros que recebem seus salários por meio de conta bancária, 13 milh?es o fazem pelo Banco do Brasil.
O BB n?o está preocupado com os índices de inadimplência, que diz serem inferiores às médias de mercado. No ano passado, os pagamentos em atraso de mais de 90 dias no banco estatal representavam 2,1% da carteira, abaixo da média de 3,6% no mercado. O vice-presidente Caffarelli vê uma nova tendência entre os consumidores de menor renda, que entraram no mercado nos últimos anos. “No início eles eram mais preocupados com o valor da presta??o”, afirma. “Mas agora já fazem planejamento financeiro.” Também faz parte do arsenal do governo atender melhor às empresas, com a redu??o drástica dos custos de empréstimos concedidos pelo BNDES.
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Lazari, do Bradesco: "Grande parcela das famílias ainda n?o tem dívidas, o que mostra
potencial de avan?o do crédito"
Além de reduzir os juros nas suas linhas tradicionais de financiamento de investimentos, o banco recebeu mais recursos e ampliou o acesso a linhas de capital de giro, concorrendo diretamente com os produtos oferecidos pelos bancos privados. Segundo o superintendente de planejamento do BNDES, Cláudio Leal, a oferta dessas linhas será a contribui??o do banco de desenvolvimento para a ofensiva pela redu??o de spreads bancários. “Tivemos grande sucesso com o capital de giro durante a crise de 2008, quando os bancos também se retraíram nos empréstimos”, afirma Leal. O BNDES terá R$ 15 bilh?es para capital de giro e, a partir de agora, o acesso a essas linhas, antes limitado a empresas de médio e pequeno portes, será estendido a companhias maiores.
Até o anúncio feito pelo HSBC, o sexto maior do País, os bancos vinham reagindo com frieza ao movimento dos estatais, a despeito do espectro da perda de posi??es no mercado caso se mantenham alheios ao movimento de baixa de juros. Uma das raz?es para essa postura, de acordo com o diretor de um grande banco nacional, era o temor de que suas a??es fossem penalizadas na bolsa como ocorreu com o BB, cujos papéis caíram quase 6% no dia do anúncio do corte de taxas. Executivos ouvidos pela DINHEIRO afirmavam que, ainda que perdessem mercado para o BB e CEF, n?o podem se dar ao luxo de ter prejuízo com crédito. “N?o podemos ser socorridos pelo Tesouro como os bancos estatais”, afirmou um deles. Outro executivo lembrava que reduzir a taxa daria um “péssimo sinal” aos clientes, de que o banco n?o cobra juros menores porque n?o quer.
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O mais provável, segundo o mesmo executivo, é que poucos bancos venham a seguir o exemplo do HSBC, que anunciou publicamente sua ades?o ao corte de juros. Em vez disso, a tendência seria reduzir as taxas, discretamente, para n?o perder os melhores clientes, sem grande alarde. Apesar do argumento dos bancos privados de que juro menor pode resultar em prejuízo, está claro que há gordura a ser queimada. Os bancos listados em bolsa tiveram uma média de rentabilidade de 14% no ano passado, segundo a consultoria Economática. é quase o dobro da média de 7,63% dos bancos americanos. Para o analista da Austin Asis, Miguel Santacreu, o modelo do setor financeiro no Brasil está baseado num baixo volume de crédito com margens altas.

Por isso, o crédito só agora está chegando a 50% do PIB. é o dobro do registrado há uma década, porém, longe do nível de outros países. Na Alemanha, é de 108% e nos Estados Unidos, 202%. “Para atingir uma participa??o maior, os bancos teriam de adotar um modelo semelhante ao de seus pares em países desenvolvidos, que ganham com o volume e n?o com a margem de cada opera??o”, diz Santacreu. Embora os bancos tenham altos lucros – totalizaram, no ano passado, R$ 76,6 bilh?es, dos quais 65% ficaram com os 25 maiores – a rentabilidade sobre o patrim?nio já foi bem maior no passado. Em 2007, chegou a 20,30%, contra 12,6% em 2011 (veja quadro "Lucros dos bancos continuam altos"). A diferen?a em rela??o ao setor produtivo também diminuiu.
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Batista, da máquina de vendas: "Ainda há uma enorme demanda reprimida"
No ano passado, por exemplo, a Ambev teve lucro de 34,6% sobre seu patrim?nio e a Vale, 29,6%. S?o resultados melhores, por exemplo, que os do Itaú Unibanco, de 22,3%, Bradesco, de 21,3%, ou Santander, de 10,2%. No entanto, n?o é apenas no lucro dos bancos que há gordura para cortar. Algumas medidas tributárias muito simples teriam impacto direto na taxa de juros do crédito, mas s?o evitadas pelo governo por raz?es arrecadatórias. O melhor exemplo é o IOF cobrado em linhas de crédito para pessoa física, que foi elevado de 1,5% para 2,5% no início do ano passado, quando o Banco Central tentava conter a forte expans?o dos empréstimos. O presidente do BC, Alexandre Tombini, já reverteu a maior parte das chamadas medidas macroprudenciais, mas a alíquota de IOF n?o voltou aos patamares anteriores.
Embora sejam menos relevantes, os impostos têm um peso significativo na composi??o do spread bancário. Os tributos representam 22% do spread, a inadimplência, 29% e os lucros, 32,7%. De qualquer maneira, o fato é que os juros do crédito ao consumidor e às empresas n?o têm acompanhado o recuo das taxas básicas nos últimos meses. Desde agosto, a taxa Selic já caiu 2,75 pontos percentuais, mas o consumidor n?o foi beneficiado. Ao contrário, algumas taxas até subiram, segundo a Associa??o Nacional dos Executivos de Finan?as (Anefac). Em mar?o, a entidade registrou alta nos juros de cheque especial e empréstimo pessoal. A alta da inadimplência é a justificativa apresentada pelos bancos para apertar os critérios de concess?o de crédito nos últimos meses.
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Em fevereiro, a taxa já alcan?ava 7,6% entre as pessoas físicas, segundo o BC. Enquanto o governo e o setor bancário discutem qual é o tamanho da responsabilidade de cada um, o varejo e a indústria, que dependem do crédito para expandir suas vendas, sofrem as consequências. Alain Rickeboar, presidente da rede francesa Leroy Merlin, líder no varejo de materiais de constru??o brasileiro, reclama que os juros altos anulam o efeito positivo do ganho de renda e do emprego em alta no País. A rede de material de constru??o tem um cart?o próprio, em parceria com a Itaucard, pelo qual consegue oferecer prazos mais longos de pagamento para seus clientes – dez parcelas, em vez de seis dos cart?es de crédito tradicionais.
“Mas o percentual de aprova??o de propostas de financiamentos caiu de 45% para 20% nos últimos meses”, diz Rickeboar. “Essa restri??o n?o faz o menor sentido, já que 85% dos meus clientes s?o das classes A e B.” O presidente da Leroy observa ainda que, mesmo com a rota descendente da taxa Selic desde o ano passado, n?o houve melhora das condi??es de financiamento nem para o consumidor nem para a própria rede, quando procura dinheiro nos bancos para capital de giro. “Hoje, o custo de financiamento absorve 5% da nossa rentabilidade, o que é uma anomalia”, afirma. Para ele, a queda de juros nos bancos públicos só será uma boa notícia se os demais bancos também baixarem suas taxas. “Vai haver um momento em que esta conta n?o vai fechar e o brasileiro vai parar de consumir.”
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Jorge Gon?alves Filho, diretor-geral de outra rede varejista de material de constru??o, a C&C, também considera inócuas as recentes redu??es da Selic porque n?o houve benefício para o consumidor. “Nós precisamos de três coisas para vender: emprego, renda e crédito”, diz Gon?alves Filho. “Os dois primeiros nós já temos, só falta melhorar as condi??es para financiar o cliente.” Outro setor duramente afetado pela mudan?a de humor dos bancos foi a indústria automobilística. O presidente da General Motors na América do Sul, Jaime Ardila, diz que a forte retra??o dos bancos nos últimos meses já está afetando a venda na rede de concessionárias. “O crédito com prazo de cinco anos sem entrada, que é a chave no nosso negócio, praticamente desapareceu”, diz Ardila.
Para tentar suprir parte da lacuna, algumas montadoras, como a GM, est?o valendo-se de seus bancos próprios para financiar os clientes. O banco GM, por exemplo, aumentou em mais de dez pontos percentuais sua participa??o no mercado de crédito. Ardila diz que juros mais altos só estimulam a eleva??o da inadimplência. “Uma redu??o expressiva dos spreads permitiria o acesso ao crédito a um número maior de pessoas e contribuiria para reduzir o endividamento”, diz. Se a cruzada do governo for vitoriosa, o cenário para os próximos anos é promissor. Com juros civilizados, o potencial do consumo brasileiro seria multiplicado. “Se os juros caíssem pela metade e o nível de aprova??es aumentasse, o mercado de carros cresceria 30% no primeiro ano”, projeta o presidente da GM.
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Rickeboar, da Leroy Merlin: "Restri??o ao crédito dos bancos n?o faz sentido"
Taxas menores incorporariam a classe D ao mercado de consumo de bens duráveis, um fen?meno semelhante ao que ocorreu com a classe C. Gente que hoje só consegue comprar geladeira e tevê teria acesso a carros novos. “N?o seria exagero falar numa nova revolu??o no consumo”, afirma Ardila. Juros mais baixos também empurrariam para cima o limite de endividamento. Em dezembro do ano passado, o comprometimento de renda das famílias brasileiras chegava a 22,7% para amortizar empréstimos, segundo um levantamento do banco Credit Suisse. Trata-se de um número preocupante. “Quando a gente percebe que o cliente está gastando 25% da renda com empréstimos, o sinal amarelo acende”, diz Carlos Samogim, diretor-superintendente da Finamax, de S?o Paulo.
O banco Credit Suisse alerta para o fato de que renda comprometida com o pagamento de dívidas é provavelmente uma das causas do aumento recente da inadimplência. Eis por que juros menores fariam com que o mesmo volume de endividamento comprometesse menos o or?amento das famílias e aumentasse, assim, seu potencial de consumo. é exatamente isso que o varejo espera. O presidente do conselho da Máquina de Vendas, Luiz Carlos Batista, por exemplo, faz planos para faturar mais com esse movimento. O empresário planeja abrir mais 60 lojas neste ano – a rede possui 940 unidades no País – de olho em mais um ciclo de expans?o do crédito ao consumidor. Batista tem muito claro que a desacelera??o do crédito é temporária e importante para controlar a infla??o.
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Ardila, CEO da GM na América do Sul: "Juros mais baixos trariam uma nova revolu??o no consumo"
“Agora, o cenário está mudando”, diz. O próprio crescimento da inadimplência, registrado em 2011, n?o deve se repetir neste ano, segundo especialistas. Na verdade, os principais bancos privados – Bradesco, Itaú e Santander –, ao divulgar seus balan?os de 2011, foram unanimes em prever que os atrasos nos pagamentos de consumidores e empresas v?o cair a partir do segundo semestre deste ano. Uma pesquisa da Febraban, feita na segunda quinzena de mar?o, com os 31 maiores bancos que operam no Brasil, mostra que a proje??o média para a inadimplência acima de 90 dias é de 5,3% neste ano, ante 5,5% em 2011. “N?o há deteriora??o importante do ponto de vista da qualidade das carteiras de crédito”, admite Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban.
Numa palestra recente na sede do Banco Central, em S?o Paulo, o presidente, Alexandre Tombini, enfatizou sua convic??o de que o crédito está crescendo de forma sustentável e citou, entre vários fatores positivos, a expans?o da renda e a queda do desemprego. Tombini prevê forte acelera??o da economia entre o segundo semestre deste ano e o primeiro semestre de 2013. O diagnóstico do presidente do BC é fundamental para reverter as expectativas pessimistas do mercado. “Se o governo conseguir emitir sinais de que o desemprego continuará baixo e o poder de compra das famílias será preservado, a demanda por crédito estará garantida”, diz Fernando de Castro, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).
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Espa?o para crescer n?o falta, avalia Nicola Tingas, economista-chefe da Associa??o Nacional das Institui??es de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi). “A participa??o do crédito pode chegar tranquilamente a 80% do PIB”, diz Tingas. Embora estejam em pé de guerra com o governo em rela??o ao pre?o do crédito, os próprios bancos projetavam um crescimento no volume neste ano. “Há uma grande parcela das famílias que é conservadora e ainda nem tem dívidas”, diz Octavio de Lazari, diretor-executivo do Bradesco. Enquanto isso, Luiz Carlos Batista, da Máquina de Vendas, prepara suas lojas para crescer 11% neste ano.
“O que muita gente n?o enxerga é que há uma enorme demanda reprimida por eletroeletr?nicos”, diz Batista. “Se baixar o juro, haja mercadoria.” Ou seja, se depender do Brasil real, que produz e gera riqueza, essa cruzada será vencida. Afinal, o governo está fazendo a sua parte, diminuindo a Selic para um dígito e estimulando os seus bancos a repassar esses ganhos na ponta do varejo. Cabe ao setor privado fazer a sua parte, pressionando os recalcitrantes a aderir ao combate antijuros altos, buscando as melhores taxas e até mesmo trocando de fornecedor financeiro, estimulando a competi??o.
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As melhores taxas para o seu negócio
A decis?o do governo de estimular os bancos estatais – Banco do Brasil, Caixa Econ?mica Federal e Banrisul – a reduzir os juros deve provocar um aumento da competi??o entre as institui??es financeiras. Gra?as à portabilidade do crédito, regulamentada pelo Banco Central (BC) em 2008, quem tiver dívidas junto a um banco poderá transferi-las para um concorrente mais camarada. é um processo trabalhoso: requer que o devedor obtenha uma linha de crédito de prazo e limite comparáveis aos de seu compromisso, e só compensa se as taxas forem menores. Mesmo assim, cada fra??o de ponto percentual de redu??o no custo do dinheiro é uma vantagem para o tomador do empréstimo.
Para facilitar sua navega??o nesses mares recém-agitados, DINHEIRO pesquisou as taxas oferecidas pelos bancos para as principais linhas de crédito empresariais. Foram considerados apenas os 20 maiores bancos por ativos, conforme a posi??o oficial do BC em dezembro de 2011. Nesse levantamento, foram consideradas as taxas médias informadas pelos bancos ao BC, válidas para o período entre 21 e 29 de mar?o. Est?o incluídos os encargos operacionais (que s?o as tarifas cobradas pelos bancos) e os impostos. As taxas est?o expressas em seus percentuais anuais. Em alguns casos, o Banco do Brasil e a Caixa informaram alguns de seus pre?os após o corte nas taxas realizado em abril. Essas exce??es est?o indicadas nas tabelas pela letra (a).
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“Os bancos ter?o de se adaptar a juros mais civilizados”
O presidente da Caixa, Jorge Hereda, prevê uma disputa mais acirrada no setor bancário para conquistar o cliente, com a redu??o de juros iniciada pelos bancos públicos neste mês.

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O que representa essa redu??o do spread promovida pela Caixa?
Vai acontecer o que aconteceu nos anos 1990, quando a infla??o caiu. Os bancos ganhavam com o dinheiro que ficava parado nas contas. Quando a infla??o caiu, eles tiveram de se adaptar e passaram, inclusive, a cobrar tarifas, algo que antes n?o acontecia. Será o mesmo agora. Os bancos ter?o de se adaptar ao cenário de juros mais civilizados. Vai come?ar uma disputa maior pelos clientes.
A redu??o dos juros pode afetar o lucro da Caixa?
De jeito nenhum. Vamos ter lucro igual ou maior do que no ano passado. Vamos reduzir nossos custos administrativos e aumentar a base de clientes. Queremos ampliar nossa participa??o no mercado de crédito de 12,6% para 14% neste ano. As empresas est?o com dificuldade em conseguir crédito e reclamam das taxas praticadas atualmente. Por isso ganharemos mercado.
Essa expans?o do crédito pode aumentar a inadimplência?
Ao contrário. Se as condi??es de emprego e renda continuarem como hoje, a redu??o de juros pode dar mais condi??es ao consumidor de pagar suas contas, com financiamentos mais longos e custos menores.
Fonte: Istoé Dinheiro

Dinheiro na linha

O Banco Central prepara o marco legal dos pagamentos via celular, o negócio mais promissor para as empresas de telefonia.

O nó dos pagamentos efetuados por meio de dispositivos móveis – como telefones celulares e tablets – vai come?ar a ser desatado. O Banco Central (BC) e o Ministério das Comunica??es v?o discutir a regulamenta??o dessas transa??es financeiras, consideradas um dos maiores negócios para as empresas de telefonia e operadoras de cart?es. Segundo Aldo Mendes, diretor de Política Monetária do BC, a comiss?o deve apresentar, em 90 dias, a base para o marco regulatório do setor. Mesmo assim, ainda vai levar tempo para esses processos saírem do papel (ou do silício). “O pagamento móvel é um dinheiro novo e, portanto, é um desafio para os reguladores”, disse Mendes em S?o Paulo na ter?a-feira 10. Atualmente, os pagamentos móveis s?o vinculados ao sistema financeiro.

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Crédito no celular: as operadoras já est?o prontas; só falta definir as regras.

Eles funcionam como um cart?o pós-pago e s?o uma linha de crédito concedida por um banco. O governo quer permitir o uso de sistemas pré-pagos para atender os brasileiros sem acesso a servi?os bancários. Os cart?es pré-pagos em opera??o só servem para alguns propósitos, como vale-alimenta??o. Outros usos têm de ser aprovados pelo BC. Algumas características do marco legal já foram definidas. Os sistemas têm de ser simples, universais, devem interagir com todas as empresas envolvidas, ser seguros, competitivos e adaptáveis às tecnologias existentes. O diretor do BC afirmou que, em uma segunda etapa, o sistema vai permitir pagar benefícios como os do Bolsa Família e os do INSS. Essa discuss?o é fundamental para permitir que esses pagamentos se tornem realidade.
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Mendes, do BC: "Os pagamentos móveis s?o um dinheiro novo, algo
que desafia os reguladores".
Por enquanto, bancos, telef?nicas e administradoras de cart?o de crédito est?o de m?os atadas. “Está tudo pronto para lan?ar os servi?os de pagamentos móveis, mas falta o arcabou?o legal”, diz Maurício Rom?o, diretor de produtos e servi?os da Vivo. Já há algumas defini??es. Quando o proprietário de um celular pré-pago compra minutos em uma banca de jornal ou em uma casa lotérica, por exemplo, a operadora paga ao estabelecimento para prestar esse servi?o. As recargas processadas por bancos e empresas de cart?o de crédito ser?o mais baratas. No pagamento de contas o ?nus ficará para a empresa prestadora de servi?o, como hoje ocorre no caso da emiss?o de boletos bancários. Finalmente, nas compras no comércio, a remunera??o funcionará nos moldes dos cart?es de débito e crédito, com as empresas cobrando do comerciante um percentual sobre o valor da compra.
“Em todos esses casos, o cliente n?o será cobrado”, afirmou Rom?o. O usuário só paga no caso de saques e transferências. “O consenso é que n?o será cobrado dos consumidores o tráfego gerado pelos pagamentos eletr?nicos, como as mensagens de texto para comprova??o de que uma compra foi realizada”, afirmou Gabriel Ferreira, superintendente de servi?os da Oi Paggo. Ferreira n?o detalhou como a operadora, o Banco do Brasil e a Cielo v?o dividir as tarifas. Mesmo com tantos pontos já acertados, ainda será preciso discutir a incidência de impostos, a cobran?a de tarifas e se o BC vai exigir ou n?o a possibilidade de incidência de um depósito compulsório no dinheiro depositado nas contas móveis. Mendes afirmou que s?o assuntos para uma segunda etapa da regula??o. “Ainda há muito a ser discutido”, disse.
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Fonte: Istoé Dinheiro

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A ma?? brasileira

Pergunte ao curitibano Hélio Rotenberg, presidente do grupo paranaense Positivo, qual o empresário que mais admira. A resposta, na ponta da língua, será Steve Jobs, o fundador da americana Apple. Tente descobrir que tipo de livros de negócios o executivo gosta de ler. Entre eles, estará algum que descreva as li??es e a história de Jobs. Mas insinue que Rotenberg quer transformar a Positivo, a maior fabricante de computadores do Brasil, na Apple brasileira. “N?o falo de concorrentes”, responderá, secamente. N?o pense que ele fechará a cara e encerrará a conversa. Na verdade, esse é o tipo de compara??o que Rotenberg gosta de ouvir. N?o é de se estranhar, portanto, que a empresa nacional esteja adotando uma estratégia muito parecida com a da Apple, quando o assunto é convergência digital.
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Rotenberg, da Positivo: "é a disponibilidade do ambiente Mac para a classe média,
que n?o tem acesso à Apple".
Com o Positivo Conecta, um software similar ao iTunes, lan?ado em outubro do ano passado, a Positivo entra nessa disputa. O programa vem instalado nos computadores, no tablet Ypy e no e-readers Alfa da companhia e inclui uma loja de livros, música, aplicativos e games. Ele conta também com recursos para assistir a vídeos, armazenar fotos e organizar documentos. As semelhan?as com o programa da empresa de Jobs n?o s?o mera coincidência. “é a disponibilidade do ambiente Mac para a classe média brasileira, que n?o tem acesso à Apple”, afirmou Rotenberg à DINHEIRO. As analogias, no entanto, terminam aqui. Em primeiro lugar, porque o software da Positivo roda em um PC e é aberto. O da Apple, seguindo o estilo de Jobs, é fechado e funciona em um ambiente controlado.
Além disso, a companhia da ma?? – por mais que tenha massificado os seus produtos, dos computadores Mac ao tablet iPad e ao celular iPhone – ainda é identificada com um público de alta renda, em especial no Brasil, onde os equipamentos s?o importados. A Positivo, por sua vez, tem penetra??o em todas as classes, mas primordialmente nos consumidores da nova classe média emergente. “Fundamentalmente, nosso conteúdo é em português”, diz Rotenberg, resumindo o que, para ele, é a principal diferen?a de sua estratégia. O flerte da Positivo com o mundo dos aplicativos pode ser facilmente entendido quando se olha o balan?o da companhia. Em 2011, a empresa vendeu 2,4 milh?es de PCs, um aumento de 21,5%. Mas a receita líquida encolheu 10,9%, para R$ 2,1 bilh?es. Pior: o lucro de R$ 24,7 milh?es significou uma queda de 74,1%.
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Modelo inspirador: Steve Jobs, em 2008, quando lan?ou o notebook ultrafino Macbook Air.
A margem líquida foi de apenas 1,2%, fruto da acirrada competi??o do mercado brasileiro com potências internacionais, como as americanas HP e Dell e a chinesa Lenovo. “Todos venderam equipamentos muito baratos e n?o ganharam dinheiro”, afirma Ivair Rodrigues, diretor da consultoria paulista IT Data. A oferta de servi?os agregados ao computador é uma tentativa de melhorar a rentabilidade e ganhar a fidelidade do consumidor. A Positivo investiu R$ 11 milh?es para desenvolver sua vers?o do iTunes, quase a metade do lucro do ano passado. Criou também uma vice-presidência, comandada pelo executivo André Molinari, na qual trabalham 60 pessoas. Os números de vendas ainda s?o pequenos. “Mas têm crescido de forma exponencial”, diz Rotenberg. “Acreditamos muito nesse projeto.”
O otimismo do executivo está ancorado nos resultados da Apple. Em 2011, a empresa americana arrecadou US$ 5,4 bilh?es com a venda de músicas, vídeos, filmes, livros e aplicativos, uma alta de 33%. O montante representou quase 5% de seu faturamento. O efeito colateral dessa estratégia, desejado pela Positivo, é a venda de mais computadores. Como o PC virou uma commodity – os fabricantes têm os mesmos fornecedores de partes e pe?as –, agregar um servi?o à máquina pode ser um diferencial. “Os consumidores atualmente buscam mais do que apenas um equipamento”, afirma Rodrigues. Um dos trunfos com os quais a Positivo acredita contar é a sua for?a no varejo. Seus PCs ter?o o programa instalado. O tablet Ypy também contará com o software. E há mais uma coisa: se novos produtos forem lan?ados – como tevês e smartphones –, eles ter?o a vers?o brasileira do iTunes integrado.
Fonte: Istoé Dinheiro

último exame de Lula será feito nesta semana

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FHC visitou Lula na manh? de hoje

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer nesta quarta-feira (28) o último exame para garantir que o cancer foi definitivamente vencido.

Os médicos est?o otimistas com o resultado. Lula estava tratando do cancer na laringe desde a descoberta da doen?a, em outubro do ano passado. Desde ent?o, ele faz exames semanais no Hospital Sírio-Libanês, em S?o Paulo.

Visita ilustre

Na manh? desta ter?a-feira (27), Lula recebeu a visita do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conforme a coluna de Guilherme Barros antecipou na noite de ontem (26). O encontro durou cerca de 50 minutos e os dois conversaram, a maior parte do tempo, a sós. Segundo a assessoria de Lula, na saída, FHC comentou apenas que Lula estava "melhor do que ele imaginava".
Esta foi a primeira visita do tucano ao petista, desde que Lula iniciou o tratamento contra um cancer na laringe. O ex-presidente FHC tem uma rela??o antiga com Lula  e sempre disse que gostava muito dele, apesar das adversidades políticas.
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