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Concorrência e a Arte da Guerra - 2a Parte

Postado por Fabiano Santos de Souza
Fabiano Santos de Souza
Fabiano Santos é consultor de gest?o e negócios credenciado pelo Sebrae. é sócio da FBS Gest?o e Negócios e at...
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em Quinta, 28 Junho 2012
em Empreendedorismo

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Durante toda a história da humanidade a raz?o humana levou os homens a se confrontarem diante de seus interesses. Sendo uma necessidade individual e coletiva, as guerras eram o fim da concordancia e o início da submiss?o de uma parte à outra. Dando como consequência desta realidade a perda de muitas vidas e provis?es para sobrevivência dos que sobravam vivos. Mesmo ao se modernizar, vemos as na??es partindo para um desfecho bélico para buscar concordancias aos seus interesses. Embora, com muitas ressalvas, os conflitos saíram da guerra para uma nova resolu??o por meio de tribunais e órg?os arbitrais que n?o garantem em definitivo a extin??o do confronto armado.

A história da humanidade foi forjada por intensas disputas entre for?as antag?nicas. Independentemente do objeto ou elemento da disputa, essas for?as entraram em conflitos e utilizaram de seu potencial de defesa e ataque para conquistar seus objetivos. Quanto mais retrocedemos na história, verificamos as disputas mais violentas ou danosas a parte derrotada.

Esta consciência de supera??o e sobrevivência advém da natureza humana, que com o passar do tempo tornou-se disposta a tornar tais conflitos menos violentos. O homem tornou-se mais pacifista sem, contudo, ceder à parte opositora os seus diretos. Come?ou a utilizar dos contratos e dos acordos feitos por negocia??es lógicas e com base nas a??es políticas. Muitas Guerras foram evitadas por meio da política. No meio empresarial, essa correspondência é de fato uma realidade. A liberdade de livre comércio tornou as barreiras geográficas menos restritivas. O comércio entre os povos provocou o advento da concorrência uma espécie de guerra moderna e sem sangue.

As rela??es humanas passaram por uma grande moderniza??o e outros meios de domina??o substituíram o uso da for?a bélica pela for?a econ?mica. Países ricos dominavam os pobres sem ter que invadir e subjugar os povos destes. Com o comércio de produtos, um país pode impor a sua cultura ou hábito de vida de forma a interferir na tradi??o daqueles que se submetem ou necessitam do consumo.

As Guerras ainda persistem, mas muito se faz em prol de na??es oprimidas por governantes repressores e que n?o garantem aos seus povos os Direitos Humanos Fundamentais. Outras guerras, surgidas nas últimas décadas, estiveram relacionadas às rixas regionais de ordem idealista como no caso de muitos conflitos no Oriente Médio, nas Coreias, nos Países da áfrica (neste último, muitos conflitos ainda s?o de interesses tribais), Paquist?o, índia, Países da Antiga Uni?o Soviética, entre outros.

As grandes potências que se confrontaram nas duas grandes guerras mundiais, passaram a usar a arbitragem medida pelo órg?o das Na??es Unidas e pela Organiza??o do Tratado do Atlantico Norte (OTAN), de forma a intervir como fiscais de guerra e de restaura??o da Paz.

Dessa forma, numa era de amplo rompimento de fronteiras através da informa??o e informalidade concorrencial, as guerras cederam espa?o para a??es menos danosas a vida humana sem se desfazer dos princípios e conceitos básicos que ensejaram muitos dos velhos confrontos violentos da historia. Vale lembrar que as duas Grandes Guerras mataram mais de 50 milh?es de pessoas e o interesse em disputa era em princípio de ordem econ?mica e expansionista. Na concorrência de mercado, esses países passaram a colonizar os demais mercados num sistema de imposi??o e press?o econ?mica. As empresas assumiram a postura ultranacionalista destes e come?aram a praticar todas as a??es de estratégia de forma a obter a domina??o necessária para a expans?o econ?mica de seu patrim?nio e transferir esta riqueza ao seu país de origem.

Com essa correla??o entre guerra e mercado, muita dos conceitos utilizados em guerra foram embutidos na natureza comercial das empresas. Inicialmente, os grandes conglomerados multinacionais detinham esta postura com exclusividade. Posteriormente, as empresas regionais e de menor porte já adotavam posturas para motivar seus núcleos de produ??o e de comercializa??o com esses conceitos. Enfim, o termo concorrência passou a ter significado mais robusto, pois havia interesses em oposi??o. N?o havia espa?o para todos e a divis?o do mercado passou a ser alvo de domina??o pelo mais forte.

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Concorrência e a Arte da Guerra

Postado por Fabiano Santos de Souza
Fabiano Santos de Souza
Fabiano Santos é consultor de gest?o e negócios credenciado pelo Sebrae. é sócio da FBS Gest?o e Negócios e at...
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em Quinta, 28 Junho 2012
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O momento que o Brasil atravessa é muito propício para tratar do assunto CONCORRêNCIA. Estamos indo cada vez mais rápido na dire??o que nos levará ao clímax do desenvolvimento econ?mico. Somos uma na??o sob plena observa??o pelas demais potências mundiais e a nossa forma de pensar e agir est?o sendo questionadas e analisadas. Esta situa??o nos remete a um detalhe importante: o que estamos fazendo em rela??o a isso?

é certo que os nossos últimos governos vêm acertando o passo rumo ao desenvolvimento. Construindo uma nova forma de reapresentar esta na??o perante as demais, principalmente em rela??o as mais ricas. Com isso, a nossa sociedade vem sendo fortalecida e o nosso mercado tem demonstrado um crescimento cada vez mais organizado. Tal correspondência nos brindou com dois grandes eventos esportivos nos próximos anos, isto é, uma Copa do Mundo e uma Olimpíada.

Com tanta disposi??o para crescer, vivemos momentos de grande mobiliza??o e supera??o diante de tantos problemas. Estamos sofrendo com os males gerados por mais de 40 anos de sucumbência em diversas áreas estratégicas como saúde, educa??o, infra-estrutura, política, economia, tributária e outras. Esses pontos de sucumbência foram responsáveis pela baixa capacidade de oferecer concorrência aos mercados externos mais desenvolvidos e mesmo em rela??o aos de países considerados menos desenvolvidos.

é chegada a hora, ent?o, de nos darmos conta das nossas verdadeiras possibilidades. Visualmente, somos uma imensa na??o unida que aceita a representatividade nacional existente com orgulho de ser um país repleto de riquezas naturais e de tamanha diversidade cultural. O mundo nos vê grande em território e come?a a nos ver cada vez maior como economia de mercado, mas a voz que ecoa nas massas ainda n?o despertou para esta consciência geopolítica. é preciso despertar para a luta que vamos travar com mais intensidade nesta década. Aos que nos observam com cuidado, devemos mostrar as nossas armas. Assumir nossos postos e oferecer resistência aos que n?o nos querem como uma grande na??o mundial.

Por estes motivos é preciso desenvolver uma consciência belicosa ou direcionada de forma estratégica para uma postura mais incisiva no mercado e nas quest?es macroecon?micas, que dê ao brasileiro comum a oportunidade de assumir uma condi??o diferenciada na história da sociedade até o fim deste século. O termo guerra n?o é uma forma de trazer elementos agressivos aos pensamentos de cada um, mas somente uma indica??o que a postura deve ser mudada em fun??o da importancia dos nossos interesses, enquanto na??o e povo brasileiro.

Guerra do Paraguai 1864-1870

N?o há sequer uma incita??o para a guerra no contexto deste artigo, pois somos e devemos continuar sendo uma na??o de paz e harmonia entre os povos. O nosso propósito é discutir os conceitos de guerra que foram desenvolvidas ao longo da história da sociedade e a aplica??o destes estudos na concorrência de mercado, sendo apresentadas situa??es históricas e identificando princípios que se assemelham com as desenvolvidas na área empresarial. As guerras s?o o resultado de divergências de ordem abstrata, provenientes de uma particularidade lógica sustentada no cotidiano de partes que n?o se op?e até o momento de se declararem interessadas neste elemento particular. O papel exercido por cada uma dessas for?as antag?nicas e dinamicas proporciona uma intrincada base de conhecimento que debru?a pelas mais diversas áreas do conhecimento antigo e moderno. Ao passo que, por este motivo, tal correla??o nunca estará em desuso.

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